Entrevista com a Triatleta Maíra
22/11/2017



Entrevista – Atleta: Maíra Sandri Coutinho Torizani

Quando você começou a praticar?
R: Comecei no triathlon em junho de 2016, mas sou atleta de travessias em mar aberto desde 1996.

Como surgiu o interesse pelo esporte?
R: Treinava natação desde criança e minha técnica, Vanuza Maciel, era triatleta e IRONMAN. Quando voltei de um intercâmbio para retomar os treinos de natação, estava 10 kg acima do meu peso, e minha técnica falou que para eu emagrecer mais rápido seria interessante começar a correr.
Naquele momento fiquei intrigada pois aos meus olhos correr era algo “impossível” para mim. Depois de uns dias, aceitei o desafio e comecei com as planilhas de treino para corrida sob orientação dela, e como meta, me inscrevi para a corrida rústica de 9 km, sem nem saber correr. Tinha 3 meses para me preparar, em 2005 não haviam tantas corridas como hoje, então aquela era minha única oportunidade de participar de uma prova naquele mesmo ano, e esta era minha maior motivação para treinar, além de emagrecer, não chegar por último na prova. E assim começou minha história na corrida, e vieram muitos desafios e competições legais com resultados expressivos.
A minha história com a bicicleta já foi mais tarde, em 2009, quando fui morar no interior de São Paulo por motivos de trabalho e muito dos meus colegas pedalavam de mountain bike, foi aí que peguei o gosto de pedalar. E assim durante a minha vida o esporte foi muito presente, nadar, pedalar e correr, às vezes mais, às vezes menos, mas de alguma forma ou outra me acompanhavam.
Cheguei a participar de umas provas de triathlon cross- country (com mountain bike), mas só por aventura mesmo sem treinos específicos e achava muito legal. Até que em 2011 fui assistir o IRONMAN pela primeira vez e me emocionei muito, aquele momento fisgou meu coração e eu disse para mim mesma que um dia eu faria aquilo! E em 2016 decidi que iria começar minha jornada para o IRONMAN, quebrando o desafio em duas etapas. Em 2017 completar pelo menos um IRONMAN 70.3 (meio IRONMAN) e em 2018 meu primeiro IRONMAN. Até agora já foram duas provas de meio IRONMAN : natação 1.900m, ciclismo 90 km e corrida 21 km como preparação para o IRONMAN: natação 3.800m, ciclismo 180 km e corrida 42 km, e há muitas competições pela frente, sou apaixonada por isso!

Existe alguém/algo que lhe inspira?
R: Meus pais, que são grandes exemplos de vida e de atletas também, que sempre me incentivaram nos esportes.

Qual o seu melhor e pior momento no esporte?
R : Todo momento é precioso para mim, não existe melhor e pior, no esporte tudo é aprendizado e autoconhecimento.

O que você espera para o futuro do esporte?
R: Que mais pessoas possam conhecer o triathlon e se apaixonar por este esporte tão incrível. E principalmente, ver mais mulheres no triathlon. #maismulheresnotriathlon

Qual o seu maior sonho?
R: Tenho muitos sonhos, mas o meu maior sonho no momento é ser IRONMAN, e é para isso que estou treinando e me preparando..

Hoje, quais os maiores obstáculos no seu esporte e o que você faz para superá-los?
R: O maior obstáculo em qualquer esporte e na vida é a mente, e para superar qualquer dúvida ou adversidade é preciso ter pensamentos positivos e acreditar em você. O seu maior limitador, é você mesmo.

Nos conte um caso interessante sobre sua vida no esporte.
R: Minha essência e meu estilo de vida é o esporte, e esta paixão me levou a muitos lugares legais como uma expedição de aventura pelo Brasil durante um mês, percorrendo 9.000 km pelo nosso belíssimo País fazendo esportes radicais. Esta expedição era do AirCross da Citröen e que resultou em um reality show da Multishow. O mais interessante de tudo é que conheci Jaraguá do Sul por causa desta expedição, e viemos a cidade para conhecer a Sol Paragliders e voar de parapente do Morro da Antena. Mal sabia que depois de 4 anos voltaria a cidade a trabalho e chamaria Jaraguá do Sul de meu lar.

Você já passou por alguma situação inusitada?
R: Algo muito comum em provas de triathlon de longa distância e que poucos param para pensar, é ter que urinar em movimento para não perder tempo na competição. E esta realmente foi uma situação inusitada no meu primeiro IRONMAN 70.3, em Palmas-TO. É muito estranho! Tem triatleta que já acha libertador! Risos

Deixe um recado para quem está começando no esporte.
R: Toda jornada começa com um passo! A medida que vamos avançando, nossas referências mudam. Somos capazes de coisas extraordinárias, tudo que precisamos é dar o primeiro passo. 


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